Li hoje um artigo cujo autor defendia que aquilo que o Cristiano Ronaldo faz vulgarmente não é arrogância mas auto-promoção. O mesmo artigo, de opinião, referia que CR “tudo faz para vender a sua marca”.
A verdade é que todo e qualquer profissional, para ter sucesso, precisa que o seu valor seja reconhecido no mercado, e CR é, efectivamente, um “produto no mercado”. Para que o nosso valor seja reconhecido, é normalmente necessário ir além das nossas competências a nível profissional e utilizarmos técnicas ou manobras de promoção e comunicação. Indubitavelmente, o CR faz isso… A questão passa pelo modo como o faz e que imagem quer ele transmitir: de jogador de futebol arrogante, imodesto e vaidoso ou de alguém que sabe o que vale não perdendo contudo a humildade e a noção das suas raízes. A humildade não tem necessariamente que se confundir com anonimato… 
O marketing pessoal, não sendo um culto ao ego ou à vaidade pessoal, é uma necessidade profissional que deve ser encarada tendo em vista os resultados pretendidos. No mesmo meio do CR, decerto encontramos muitos outros profissionais cujo reconhecimento é subestimado pelo mercado por menosprezarem o marketing pessoal. Outros, como o Beckham, souberam e tiveram profissionais de marketing a gerirem a imagem deles, tirando a maior rentabilidade do mercado…
A mesma auto-promoção, não sendo bem feita (penso que é o caso), gera ódios e é o que tem acontecido em Inglaterra: os adversários preocupam-se mais em atingi-lo que no jogo em si; os adeptos, por todo o país, assobiam-no sempre que toca na bola; os mais notáveis treinadores e ex-jogadores do desporto rei desprezam a sua arrogância e presunção e elegem outros cuja humildade aparece à tona…
Não tenho nada contra ele. Pelo contrário, considero-o sem dúvida um dos melhores e penso que, mais que qualquer outro, reúne todas as características para ser efectivamente o melhor. Mas também acho que o que faz já não é marketing pessoal, é show off que em nada salienta a sua qualidade e só o ridiculariza…
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